Conservação do solo será fator determinante para a produção de alimentos no Brasil

DATA 17/04/2013
Conservação do solo será fator determinante para a produção de alimentos no Brasil

A conservação do solo será fator determinante para o Brasil consolidar sua posição como um dos maiores produtores de alimentos do mundo. A afirmação é do 1º vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins da Silva Júnior, que participou da cerimônia de abertura do Seminário sobre o Dia de Conservação do Solo, na sede da entidade, em Brasília. O evento é uma parceria da CNA com o Mapa, em comemoração ao Dia Nacional da Conservação do Solo, celebrado em 15 de abril. “O solo é o grande patrimônio do produtor e ele tem plena consciência de que a terra é um bem esgotável se não for tratada corretamente”, enfatizou o vice-presidente.

Martins lembrou as várias técnicas utilizadas nas propriedades rurais para permitir a conservação do solo e a conciliação entre produção e preservação do meio ambiente, como o plantio direto, a integração lavoura-pecuária-floresta e a recuperação de áreas degradadas. Destacou, ainda, o Projeto Biomas, iniciativa desenvolvida pela CNA, em parceria com a Embrapa, que visa, entre outros objetivos, fornecer ao produtor rural as tecnologias necessárias para que ele produza sem comprometer a conservação do solo, da água e da biodiversidade nos seis biomas brasileiros (Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Amazônia, Pantanal e Pampa).

Falou, ainda, sobre o Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono), do Governo federal, que dispõe de uma série de ações para difundir os métodos relacionados à baixa emissão de carbono na atividade rural. Entre as etapas no Plano ABC, estão a capacitação de produtores rurais e técnicos, além da disponibilização de linhas de crédito para financiar as técnicas de produção sustentável nas fazendas “É uma realidade que devemos abraçar”, afirmou o vice-presidente da CNA.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do MAPA, Caio Tibério Dornelles da Costa, que representou o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, na abertura do evento, já foram aplicados na safra 2012/2013 R$ 2 bilhões em recursos do Programa ABC, que é uma das várias vertentes do Plano ABC e consiste na oferta de recursos para o financiamento destas práticas de baixa emissão de carbono.

O representante do MAPA também abordou o trabalho realizado pela Embrapa voltado para tecnologia e pesquisa. De acordo com o secretário, graças ao uso destes instrumentos a produção de grãos cresceu 114%, nos últimos 18 anos, enquanto a área plantada, no mesmo período, aumentou em proporção bem menor, 27%, mostrando a preocupação em evitar prejuízos ao meio ambiente e aumento de produtividade. “Isso representa o uso de tecnologia e inovação, mostrando que não tivemos despesas e sim investimentos com retorno garantido”, disse Caio Costa. Apesar dos esforços, ele ressaltou que o País pode fazer mais em termos de recuperação de solo, pois o Brasil ainda desperdiça, anualmente, o equivalente a 10 milhões de toneladas de alimentos, gerando prejuízo de aproximadamente US$ 120 milhões/ano. Neste contexto, ele informou que uma das metas do Plano ABC é recuperar 15 milhões de hectares até 2020 para reverter esse quadro.

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