As vésperas de completar 50 anos, KO avança sobre o mercado de implementos para a cultura de grãos

DATA 17/09/2015
As vésperas de completar 50 anos, KO avança sobre o mercado de implementos para a cultura de grãos

“O futuro se cultiva com experiência e tecnologia”. A frase define com precisão o perfil da KO, que em 2016 vai completar 50 anos de vida. A empresa leva as iniciais do nome de seu fundador, Kenso Okumura.

Estimulada pelos incentivos fiscais oferecidos pelo então prefeito, Alberto Bottino, a pequena oficina mecânica de Taiúva mudou-se, em 1966, para o Distrito Industrial que começava a nascer às margens da Rodovia Major Hilário Tavares Pinheiro, em Jaboticabal.

O surgimento da empresa foi impulsionado pela produção de equipamentos para pulverizar o tomate rasteiro e outras culturas baixas, que era uma demanda do setor bem observada por seu fundador. A entrada definitiva no mercado agrícola se deu com a fabricação de um modelo de pulverizador de barras que se tornou um produto vendido em larga escala, superando até mesmo  os importados.

Cinco décadas depois, a marca KO é referência em atomizadores e pulverizadores agrícolas comercializados para produtores agrícolas de todo o Brasil e de países da América Latina, América Central e do continente Africano.  Fabrica  uma linha completa de  pulverizadores e atomizadores agrícolas com opções de tanques com capacidades que variam de 160 a 4 mil litros. O portfólio da empresa inclui também estacionários, moto bombas para lavadores, modelos especiais para micro tratores e bombas com  capacidade de vazão de 45 a 200 litros por minuto.

Produz cerca de dois mil equipamentos por ano e inova continuamente. A empresa é detentora de patentes internacionais de dispositivos e sistemas de barra para pulverização que significaram maior eficiência para o produtor e, atualmente, aguarda a aprovação de quatro novas patentes.

A filosofia empresarial de oferecer soluções  para as demandas dos agricultores permanece até hoje. Os representantes técnicos que atuam no campo em todo o país são a ligação entre o produtor e o setor de engenharia  e projetos, que desenvolve produtos que atendem às necessidades de quem produz. Exemplo disso são os  pulverizadores com barras de 16 e 18 metros, que têm como característica a robustez e são próprios para o trabalho em grandes áreas. Para atender a um mercado que busca versatilidade em operações agrícolas a KO concebeu e fabrica máquinas de três pontos e arrastadas por trator que permitem redução do custo de produção e menor tempo de operação.

O amendoim, cultura de destaque no polo canavieiro do nordeste paulista, estabelecida em áreas de rotação da cana, vem merecendo total atenção da empresa nos últimos anos. “É uma cultura exigente, que depende da dedicação de quem produz,  e nós estamos atentos para fornecer equipamentos que dão todo o suporte, trazendo soluções  ao produtor. Nossa linha de pulverizadores para grãos oferece o que há de mais moderno e tecnológico no mundo”, afirma Ronaldo.

 

A KO produz cerca de 2000 equipamentos por ano e exporta para:

Costa Rica, Panamá, Nicarágua, Colômbia, Venezuela, Peru, Honduras, Quênia, Cuba, Moçambique, África do Sul, Outros Países.

 

Lições da crise

“A desaceleração da atividade econômica mundial tem como um de seus principais efeitos a queda na demanda dos países por commodities agrícolas, o que leva o preço, que vinha muito valorizado nos últimos anos, a patamares mais baixos. Isso prejudica a rentabilidade, e associado ao aumento dos custos de insumos referenciados em dólares, leva a um cenário preocupante quanto à geração de renda no campo. A essa conjuntura somam-se os efeitos da crise econômica e política do Brasil com forte arrocho fiscal, impactando o acesso ao crédito e o estímulo a novos investimentos. Com menos renda no campo e limitações nos investimentos, a demanda por máquinas agrícolas foi prejudicada.”

A análise é do diretor da KO, Ronaldo  Antônio Nogueira da Cruz, que representa um dos mais importantes fóruns do empresariado nacional. Ronaldo é vice-presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos e do Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas – Abimaq Sindimaq.

Segundo Ronaldo, a saída encontrada pela KO para minimizar os efeitos da crise foi ampliar a atuação no mercado externo, aproveitando a desvalorização cambial, avançando também sobre nichos de mercado onde os efeitos da crise são menos graves, como equipamentos para pecuária e culturas permanentes e de exportação.

Internamente, a empresa adequou o quadro de funcionários à nova demanda, focou em projetos de baixo custo e fácil implementação e intensificou ações que ampliam a percepção dos clientes em relação à qualidade dos produtos.

 

Governança

Desde 2002 a empresa vem profissionalizando a gestão, com a criação de um conselho de acionistas e gestores, que conta com a participação de um conselheiro profissional de mercado. Investiu na ampliação e cobertura da planta industrial, que deverá crescer ainda mais nos próximos anos, e também na aquisição de novas injetoras plásticas e equipamentos industriais.

Os esforços estão voltados para  a implantação do novo sistema integrado de gestão e controle e a Gestão da Qualidade. A KO ajusta seu foco para acompanhar a velocidade das transformações e as exigências do mercado por produtos cada vez mais tecnológicos e simples, entregando um pacote de serviços que inclua o suporte técnico em tecnologia de aplicação e a utilização de ferramentas de controle (GPS, computadores, etc), indo muito além do produto.

“As principais estratégias para o futuro são a consolidação do processo de gestão profissional, a busca por negócios e parcerias que agreguem valor e que possam ter sinergia com as atividades do negócio, consolidando a participação da KO no território nacional e no mercado externo”, afirma o empresário.

 

A empresa adota novos materiais e novas técnicas de desenvolvimento e produção de equipamentos utilizando ferramentas computacionais de modelagem 3D e simulação de operação. O corpo técnico atua em parceria com universidades e centros de pesquisa.

 

Linha do Tempo

História da KO acompanha o desenvolvimento da agricultura nacional nos últimos 50 anos

 

1965

A oficina mecânica que daria início à KO é criada por Kenso Okumura em Taiúva. Os primeiros equipamentos buscavam atender os produtores regionais de tomate rasteiro, que dependiam de produtos importados. Esse foi o início do processo de industrialização do modelo de pulverizador de barras.

1970

A cultura da laranja avança rapidamente

em parte do Estado.

1974

Em resposta à crise da citricultura, a KO buscou sócios e se capitalizou. Com o ingresso de novos sócios, a empresa transforma-se em S.A.

1978

A empresa é adquirida pelo empresário Uruguaio Sebastian Ruben Bentancor Luzardo.

A KO passa a atuar em todo o território nacional.

1980

Início da exportação dos equipamentos KO

para a América Latina.

2002

O presidente da KO falece. O desafio da direção da empresa é manter o ritmo de expansão.  A marca é revitalizada para um novo posicionamento de mercado.

O vermelho e branco, cores dos equipamentos, são substituídos por prata e amarelo.

 

 

Fonte: Jornal Aciaja

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