Agronegócio pode transformar o Brasil em uma potência

DATA 03/09/2012
Agronegócio pode transformar o Brasil em uma potência

Agronegócio pode transformar o Brasil em uma potência

 
 
Seca nos Estados Unidos vai provocar baixa nos estoques mundiais que levará, pelo menos, dois anos para ser recuperada. Momento é oportuno para o Brasil se tornar o celeiro mundial, aumentando áreas produtivas
 
“O agronegócio pode transformar o Brasil em uma potência. E o medo do mundo é que o país desperte para isso. O mundo sabe que poderemos dominá-lo pela boca. O Brasil tem tudo para conseguir isso, basta ser inteligente”, diz o presidente da Aprosoja, Pedro Nardes.

Segundo ele, há 20 anos se falava que iria faltar alimento no mundo. E esse momento chegou. Isso porque as expectativas são de preços favoráveis pelos próximos dois anos em função da seca que os Estados Unidos enfrentam. Essa condição afeta diretamente os estoques mundiais que já estavam baixos e, com essa frustração de safra americana vão permanecer, pelo menos, nos próximos dois anos muito baixos até que sejam recuperados.

“Depois dos Estados Unidos enfrentarem a seca, vamos vivenciar uma nova era. A era da falta de alimentos no mundo”, destaca. Isso porque a população tem aumentado e os espaços destinados a produção são pequenos. Só resta área ociosa na América Latina e na África. Os Estados Unidos produz 100% de sua área assim como a Europa. A China não tem mais onde aumentar sua área de produção. E quem será beneficiado com essa situação, se as leis no Brasil não atrapalharem, será a agricultura brasileira.

Hoje o país ocupa apenas 6,7% de seu território para a produção de grãos. Há 63% de matas nativas e o produtor, conforme Nardes, tem preservado, pois sabe a importância da preservação do meio ambiente para a continuidade de sua atividade. Todo agronegócio em conjunto, ocupa em torno de 27% do território nacional, incluindo pecuária, agricultura, todas as atividades. “O grão ocupa somente 6,7%. Temos muito o que expandir e sem derrubar uma árvore. Se dobrarmos nossa área, chegamos a 15% conseguiríamos dobraríamos a produção nacional. O Brasil tem muito espaço, só basta saber usar com inteligência, com projetos bem feitos e o governo ajudando o produtor brasileiro.

Principalmente no interior do Rio Grande do Sul, que estamos vendo a permanência somente das pessoas de idade e os jovens indo procurar um novo mercado de trabalho. Acredito que com essa seca nos EUA, vai mudar a visão da história e a visão do governo, especialmente dos governos perante nossa agricultura”, explica.

O agronegócio significa 40% do PIB brasileiro, apesar da pouca área destinada à atividade. “Falam que somos o celeiro do mundo, mas na última sabra obtivemos 170 milhões de toneladas contra 580 milhões de t produzidas pela China e 560 milhões de t pelos EUA. Não produzimos nem mesmo 1/3 desse volume e nos chamam de celeiro do mundo”, afirma.
Para o presidente da Aprosoja, é preciso considerar ainda que o país não necessita tanto de alimento como o resto do mundo, já que são 190 milhões de habitantes comprado com a China que é 1,3 bilhões de pessoas. “Não necessitamos tanto de alimento quanto eles precisam, mas temos condições de produzir e exportar mais”, declara.
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